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Minas Tênis Clube conquista Superliga Feminina de vôlei pela terceira vez

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Título foi alcançado sobre o Dentil Praia Clube por 3 sets a 2

Sabe aquele ditado que diz que “o jogo só acaba quando termina?” É fato! Então, agora, pode gravar na história do voleibol brasileiro: no dia 5 de abril de 2021, o Itambé/Minas invadiu a praia de Saquarema (RJ) para conquistar o terceiro título da Superliga Feminina (2001/02, 2018/19 e 2020/21).

O grito de campeão saiu na noite dessa segunda-feira, 5, após o time minastenista se reinventar em quadra. Depois de sofrer um apagão no segundo e no terceiro sets, a equipe se superou e, na raça, venceu o Dentil/Praia Clube.

De forma dramática, a equipe da capital levou a melhor por 3 sets a 2 e virou a série melhor de três da segunda final “pão de queijo”, como a decisão mineira ficou conhecida, da história da competição nacional.

As parciais do jogo foram: 25/17, 13/25, 12/25, 25/18 e 15/11. Este foi o quarto título brasileiro do Minas, que venceu a Liga Nacional (1992/93), antes de se tornar Superliga. 

A levantadora Macrís foi eleita a melhor jogadora em quadra e levou o último Troféu Viva Vôlei da Superliga Feminina 2020/21. A norte-americana Megan Easy foi a maior pontuadora do jogo, com 19 pontos.

Minas Tênis Clube conquista Superliga Feminina de vôlei
Minas Tênis Clube conquista Superliga Feminina de vôlei | Foto: Wander Roberto / Inovafoto / CBV

As melhores da Superliga

A seleção da Superliga foi dominada por atletas do Itambé/Minas. Pri Daroit foi uma das melhores ponteiras. A levantadora Macrís, além do Viva Vôlei, foi escolhida pelo sexto ano consecutivo, a melhor levantadora da Superliga.

A bicampeã olímpica foi escolhida a melhor central, a Craque da Galera, homenagem simbólica eleita pelo torcedor e, de quebra, foi a MVP da competição. O italiano Nicola Negro, pela excelente temporada, foi coroado com o troféu de melhor técnico da Superliga.

A seleção foi composta, ainda, por Fernanda Garay e Carol, melhor ponteira e central, ambas do Praia; e por Tandara e Camila Brait, melhor oposta e melhor líbero, ambas do Osasco São Cristóvão Saúde.

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Thaisa foi a melhor central e a MVP da Superliga 2020/21 | Foto: Wander Roberto / CBV

Retrospecto

O triunfo em Saquarema significou, além do título, mais uma marca em confrontos contra o Praia Clube. Esta foi a 20ª vitória da equipe minastenista diante do time de Uberlândia em confrontos pela Superliga. Ao todo, foram disputados 37 jogos, desde a primeira participação do Praia, na temporada 2008/09. Além disso, o Minas disputou a segunda final seguida contra a equipe do interior e conquistou os dois títulos da Superliga.

A final – Parte III

O Itambé/Minas entrou em quadra nessa segunda disposto a brigar pelo título. Com boa consistência no bloqueio de Gattaz, Thaisa e Megan, o Itambé/Minas abriu vantagem (11/5) no primeiro set. O time conseguiu manter o ritmo no ataque com Pri Daroit, Dani Cuttino e Megan, que comandaram o setor ofensivo e deram trabalho para a defesa do Praia. Melhor no jogo, o Itambé/Minas abriu 1 a 0, após Megan afundar a bola na quadra adversária: 25/17.

No segundo set, o jogo mudou. O Itambé/Minas apagou em quadra. No início do segundo set, os dois times disputaram ponto a ponto até 10 a 10. No entanto, a partir daí, a equipe da capital não se encontrou, errou na recepção e viu o Praia empatar: 25/13. O Itambé/Minas manteve a sequência de erros no terceiro set, enquanto o Praia Clube fez 2 sets a 1: 25/12.

O quarto set foi um teste cardíaco para o torcedor minastenista. A equipe abriu 4 a 1, quando o técnico adversário parou o jogo. O time de Uberlândia equilibrou o duelo, que ganhou ares de tensão. No ponto a ponto, a disputa ficou emocionante, quando o Itambé/Minas conseguiu abrir vantagem na reta final (22/17). Na raça, a equipe de Belo Horizonte se reinventou em quadra e parou o Praia: 25/18.

O tie-break foi dramático. O Itambé/Minas se manteve à frente o tempo todo. Com muita qualidade e mais equilíbrio em quadra, o time minastenista colocou a cabeça no lugar e afundou a bola na quadra adversária. O Praia bem que tentou, mas caiu junto com a bola de Megan Easy, que colocou um ponto final na temporada 2020/21: 15/11. 

A campanha histórica

Para chegar ao terceiro título da Superliga, o segundo seguido, o Itambé/Minas precisou suar a camisa. A equipe fez a melhor campanha do Clube na história da competição, com 21 vitórias em 22 jogos na primeira fase. Foram 95,45% de aproveitamento para fechar a fase na liderança, com 13 pontos de frente em relação ao segundo colocado, que foi o Osasco São Cristóvão Saúde, única equipe a vencer as minastenistas na etapa classificatória. Durante toda a Superliga, foram disputados 29 jogos, com 27 vitórias e apenas duas derrotas.

Nas quartas de final, o time mineiro encarou o Brasília Vôlei, que não foi páreo para as minastenistas. Com 2 a 0 na série melhor de três, o Itambé/Minas garantiu vaga na semifinal, tendo como adversário o Sesi Vôlei Bauru. As paulistas também não fizeram frente para o Itambé/Minas, que venceu a série por 2 a 0.

Por fim, na final “pão de queijo”, o Itambé/Minas foi surpreendido no primeiro jogo, ao ser superado por 3 sets a 1 (25/21, 25/12, 21/25 e 25/22). No segundo jogo, o mesmo placar, só que, desta vez, vitória minastenista e série empatada (25/19, 20/25, 25/27 e 23/25).

No terceiro jogo, nova vitória do Minas, por 3 sets a 2.

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