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Pia Sundhage detalha metodologia de trabalho em período na Granja Comary

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Técnica da Seleção Feminina Principal fez balanço das atividades realizadas nesse período de preparação em Teresópolis, no Rio de Janeiro

Nesta terça-feira, 13, chegou ao fim o período preparatório da Seleção Feminina Principal na Granja Comary, em Teresópolis, Rio de Janeiro. Durante a manhã, a técnica Pia Sundhage detalhou a metodologia de trabalho adotada pela sua comissão técnica durante a janela de treinos, que iniciou no dia 5 de abril.

Com o período sem viagens e partidas oficiais por conta das restrições sanitárias impostas pela pandemia do coronavírus, Pia pôde trabalhar com mais tempo o plantel que tem em mãos. Ao longo dos dias, a técnica realizou treinos de alta intensidade, jogo-treino entre suas atletas, e também fez testes com jogadoras específicas em novas posições, já visando aos Jogos Olímpicos. Mas além das atividades gerais, a comissão da Seleção Principal focou em duas táticas de jogo julgadas primordiais: bola parada e contra-ataque.

“Primeiramente, sou grata que nos reunimos com algumas das jogadoras que jogam no Brasil aqui na Granja Comary. Porque não é fácil, são muitos protocolos a serem seguidos, mas o fato de ter muitas pessoas envolvidas para que isso aconteça, me faz ser grata. Tivemos um local para assistir jogos, conversamos sobre nossas oponentes e tentamos trabalhar certas coisas dentro do nosso jogo. Nesse curto espaço de tempo sem atuarmos, conversamos sobre coisas específicas do nosso modelo de jogo. Fizemos duas coisas: treinamos muito as jogadas de bola parada, somos muito boas nisso, e também treinamos muito os contra-ataques”, revelou a técnica sueca.

A etapa de treinos já projeta os grandes adversários que a Seleção Brasileira terá pela frente nos Jogos Olímpicos de Tóquio. O contra-ataque, por exemplo, foi notado pela comissão técnica como uma ótima alternativa para rivais que marcam forte pressão. De acordo com Pia, o grande desafio do grupo até julho é estar conectado e entrosado na metodologia de jogo.

“Se olharmos para o Torneio She Believes, quando jogamos contra a melhor equipe do mundo, os EUA, tivemos que lidar com aquela pressão alta. Essa é uma das razões para avaliarmos esse cenário e treinarmos contra-ataques. Realmente acredito que com um pouco mais de tempo antes das Olimpíadas, estaremos mais conectadas. Futebol é sobre estar em sincronia e conectado. Uma certeza que tive nesse período de treinos é que se conseguirmos fazer as jogadas de bola parada, estaremos bem. Isso nos dá muita confiança. Acredito que temos a técnica, agora é sobre estar conectada e tomar as decisões certas. Essa é provavelmente é a solução nesse período pré-olímpico”, destrinchou Sundhage.

Contando primordialmente com atletas que atuam no Brasil, devido às restrições de viagens internacionais, o período de preparação na Granja Comary abriu portas para atletas mais jovens mostrarem seu talento. Animada com o desempenho destas jogadoras, Pia avaliou um futuro promissor para a Seleção Principal a longo prazo, já projetando a Copa do Mundo de 2023.

“É muito importante que disputemos partidas e consigamos tempo de campo para essas jogadoras. Acho que elas vão fazer a diferença na Copa do Mundo, por isso estou tão animada de trazê-las. Não tenho certeza se elas já estão prontas para a pressão, porque nas Olimpíadas a pressão é muito alta. Então se você é jovem e não tem tanta experiência junto à Seleção, é difícil lidar com essa pressão. Quantas jogadoras jovens teremos nos Jogos Olímpicos? Eu não sei. Teremos que avaliar com cautela antes de tomar essa decisão. Mas tenho certeza que os próximos passos do futebol aqui no Brasil com essas novas atletas serão promissores”, concluiu.

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