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Djeni chega a marca de 100 jogos no Brasileirão Feminino, lembra trajetória e quer levar Internacional ao topo

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Aos 25 anos, meio-campista é apenas a quarta jogadora a alcançar a marca centenária na competição.

Ao entrar em campo nesta domingo, 25, Djenifer, do Internacional, completa 100 jogos no Brasileiro Feminino A1. Aos 25 anos de idade, a meia será apenas a quarta jogadora a atingir esta marca. O Colorado enfrenta o Flamengo no Luso-Brasileiro, às 18h, com transmissão do site da CBF (via MyCujoo).

Vivendo este momento histórico, Djenifer fez uma retrospectiva destes 100 jogos, desde a criação do torneio, em 2013, até ela se tornar referência no Internacional.

“Estou muito feliz. Quero chegar aos 200, 250. É uma marca que eu me sinto muito honrada, é um campeonato muito importante, que tem evoluído muito. Isso é muito bom para a modalidade. Espero que esse número aumente a cada dia, com grandes atuações, grandes jogos e, se possível, sempre com vitórias”, disse Djenifer.

O primeiro time que Djenifer defendeu no Brasileiro Feminino A1 foi o Kindermann. No clube até 2014, a meia fez parte da campanha que terminou com o vice-campeonato para a Ferroviária, naquele mesmo ano. Na temporada seguinte, ela defendeu o São José, e mais uma vez bateu na trave, agora para a Ferroviária.

Depois desta passagem pela Águia do Vale, Djenifer foi para o Iranduba, onde jogou por quatro temporadas. No clube amazonense, viveu uma de suas maiores emoções no futebol, quando chegou a jogar para mais de 25 mil pessoas na Arena da Amazônia. De todas essas lembranças, existe uma que Djenifer ainda não tem: a de levantar a taça.

Djenifer completa 100 jogos no Brasileiro Feminino A-1 Créditos: Mariana Capra/Internacional
Djenifer completa 100 jogos no Brasileiro Feminino A-1 Créditos: Mariana Capra/Internacional

“Acho que (as melhores lembranças) são sempre os gols, a busca pelo título. Infelizmente, por duas vezes consecutivas fui vice-campeã. É uma competição que é tão grande para nós. A minha estreia pelo Inter também me marcou muito, foi uma estreia com gol, quando ainda tinha torcida. Alguns momentos que vivi também, de felicidade, as vitórias. Quando joguei para 24 mil pessoas também no Campeonato Brasileiro, isso é algo que vai ficar marcado na minha memória. São momentos muito bons, mas quero viver momentos ainda melhores. Se possível, levantando o caneco”, recordou.

Contratada pelo Internacional no início da última temporada, Djenifer se sente em casa no Colorado. Tanto que, na ausência da zagueira Bruna Benites, chegou a vestir a braçadeira de capitã neste Brasileiro Feminino.

Apesar da pouca idade, ela é uma das jogadoras mais experientes do elenco do Inter. A própria marca de 100 jogos no Brasileirão não esconde a responsabilidade de Djenifer, que quer transformar o Internacional em uma verdadeira potência no futebol feminino.

“O Inter é uma instituição muito grande, uma camisa pesada, muito tradicional no futebol. E a gente quer transpor isso para o feminino, a gente quer que quem jogue contra o Inter sinta a pressão, sinta o fator emocional. Temos uma proposta de jogo muito ofensiva, muito forte, com uma intensidade de jogo muito boa, e isso que queremos transpor para o Brasileirão, nossa realidade dos treinos para os jogos. Quanto mais isso acontecer, maiores as chances de termos uma grande temporada pela frente”, afirmou Djeni.

Antes de Djenifer, apenas três jogadoras completaram a marca de 100 jogos pelo Brasileiro Feminino A1: Luciana, Nenê e Simeia. Presente na competição desde seu início, em 2013, Djeni pôde acompanhar de perto a evolução do Brasileiro Feminino. A competição cresceu tanto que chegou, em 2021, a uma de suas edições mais equilibradas.

Djenifer: 100 jogos pelo Brasileiro Feminino A-1. Créditos: Fernando Jacondino/Internacional
Djenifer: 100 jogos pelo Brasileiro Feminino A-1. Créditos: Fernando Jacondino/Internacional

A meia do Internacional sabe que a competitividade do campeonato cresce à medida que o futebol feminino se desenvolve no Brasil. E faz disso uma motivação para alcançar grandes feitos com o Colorado.

“Esse ano, particularmente falando, é a edição mais difícil de todos os anos que eu já acompanhei a modalidade. Estive presente nas anteriores. Grandes jogadoras retornando da Europa, clubes se estruturando, isso é fundamental para termos um bom campeonato. Não se pode ter um bom campeonato se não tivermos boas estruturas nos clubes, lugares adequados para treinar. Esse é um grande ano para o futebol feminino, espero que isso se eleve a cada ano, que a modalidade cresça cada vez mais. Cada jogo é uma final, são jogos difíceis. É isso que a gente gosta para a modalidade”, concluiu.

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