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Opinião: My Cujoo, te amo, mas tá difícil…

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Narradores desinteressados erram nomes e não se esforçam para entrar no mundo do futebol feminino

Como já havíamos reclamado aqui neste guichê, os narradores do My Cujoo são um pouco sem noção quando estão trabalhando em partidas de futebol feminino. Eu estou falando dos homens, claro, porque quando são as minas narrando é sempre muito prazeroso. Elas conhecem as jogadoras, os históricos e dificilmente erram um nome. Inclusive, elas se preocupam em saber como as atletas gostam de ser chamadas, caso tenham algum apelido.

Na última rodada, que foi a nona do Brasileirão Feminino A1, acompanhei Grêmio e Flamengo, que aconteceu no CT Hélio Dourado, em Eldorado, perto de Porto Alegre. A partida também foi transmitida pelo Desimpedidos e eu e o Krespo Ferraz nos dividimos para ter a experiência de assistir as duas transmissões. Os Desimpedidos deram um show. O narrador é engraçado, estuda a cada partida e as comentaristas parecem estar sendo preparadas para um dia tomarem as rédeas da situação e que sabe também narrar (mas claro que pode ser só impressão minha).

No entanto, quando assistimos pelo My Cujoo, principalmente as transmissões que acontecem de Porto Alegre ou arredores, a coisa muda completamente. Os narradores mostram despreparo e dependência das comentaristas que com frequência são mulheres interessadas no futebol feminino e que querem seguir carreira no jornalismo esportivo, portanto sabem do que estão falando. Não vou dar nomes porque meu objetivo não é constranger ninguém. Esta é apenas a minha crítica ao desleixo de profissionais que querem narrar o futebol feminino, mas pecam por desinteresse.

Eu acredito que quando estes profissionais narram outros esportes que dominam devem fazer um excelente trabalho, mas eu gostaria que houvesse a mesma dedicação quando se trata de mulheres esportistas. Fico pensando também que provavelmente existe no Rio Grande do Sul uma narradora talentosa precisando de espaço e que domine o assunto.

Minha maior crítica e estes narradores atuais do My Cujoo é que eles mal sabem o nome das jogadoras. A Pri Back foi chamada do inicio ao fim da partida de “Pri Beck”. Maiara, um dos principais nomes do Tricolor Gaúcho na competição, goleadora, foi chamada incontáveis vezes de Maíra. Quase nunca eles falam sobre o histórico das atletas e deixam a desejar nos comentários, que já vimos por aí, conseguem ser até racistas algumas vezes (aconteceu contra as jogadoras do Bahia. Narradores comentaram que elas teriam vantagem na estatura por conta do cabelo afro. Um absurdo, mas os responsáveis pelos comentários foram retirados do ar pelo My Cujoo).

Fica aqui o meu apelo: MyCujoo, vocês já estão na frente só por terem interesse em transmitir estas partidas, não tiro este mérito, mas bora colocar ainda mais mulheres nas transmissões? No Campeonato Feminino Sub-18 a transmissão foi praticamente 100% feminino e eu aprendi tanto com elas! Bora fazer ainda mais bonito na Série A1! Nós merecemos espaço e as atletas merecem respeito.

*Comentamos sobre o assunto no Podcast Dia de Grêmio no quadro De olho nas Gurias Gremistas.

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