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Ana Sátila fica em 10º lugar e faz história na canoagem slalom do Brasil

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Mineira é a primeira mulher da canoagem nacional a chegar a uma final. O Brasil ainda disputa mais uma semifinal com Pedro Gonçalves pelo K1

Alguns milímetros de distância mudaram o destino de Ana Sátila nos Jogos Olímpicos de Tóquio. A décima colocação na prova do C1 da Canoagem Slalom veio após uma punição por não ter passado por uma das 25 balizas obrigatórias do circuito. Antes mesmo de entrar na água para a disputa da medalha, Ana já fizera história ao se tornar a primeira brasileira classificada para uma final olímpica na modalidade. Ela fechou a competição com o tempo de 164.71. A medalha de ouro ficou com a australiana Jessica Fox, com 105.04, a prata com a britânica Mallory Franklin, com 108.68, e o bronze foi para a alemã Andrea Herzog, com 111.13.

“Estava me sentindo tão preparada. Estava muito feliz de fazer a final, de ser a primeira mulher, de estar entre as dez melhores dos Jogos Olímpicos. E eu dei o meu melhor. A penalidade que tive foi tentando alcançar a medalha. Sabia que já tinha cometido alguns erros e tentei melhorar, mas a penalidade me custou muito. Estou muito decepcionada”, lamentou Ana.

“Estava muito feliz de fazer a final, de ser a primeira mulher, de estar entre as dez melhores dos Jogos Olímpicos. Dei o meu melhor. A penalidade que tive foi tentando alcançar a medalha. Sabia que já tinha cometido alguns erros e tentei melhorar, mas a penalidade me custou muito”

Ana Sátila

De caçula do Time Brasil em Londres 2012 a finalista olímpica em Tóquio, a trajetória de Ana Sátila começou aos nove anos, em Primavera do Leste (MT), por incentivo de seu pai. De lá para cá, evoluiu rapidamente para se tornar a principal referência feminina da modalidade no país. Atual terceira colocada no ranking mundial, Sátila tem no currículo as medalhas de ouro nos Jogos Pan-americanos de Toronto 2015 e Lima 2019, além do bronze no Mundial de 2017 e resultados de destaque em etapas de Copas do Mundo de Canoagem Slalom.

Muitos amigos e fãs da Canoagem Brasileira mandaram mensagens para a Ana Sátila e também para Pedro Gonçalves. Apesar de as provas ocorreram na madrugada pelo fuso horário de Brasília, as redes sociais tiveram um grande número de comentários e postagens.

Pedro Gonçalves entra na água só nesta sexta-feira, 30, mas o canoísta esteve no Kasai Canoe Slalom Centre torcendo pela amiga Ana Sátila. Ele percorreu a lateral do canal incentivando a canoísta a fazer boas remadas. O gesto é uma tradição das equipes quando um dos seus integrantes está na água.

“Ainda mais agora que estamos sem torcida, isso é crucial. Ter gente torcendo a favor, dando aquele grito, é uma motivação. Não que o atleta vá escutar, porque tem o barulho da água e está concentrado, mas se escutar um grito e aquele grito for um milésimo de segundo a mais naquela remada que é crucial para a classificação para uma medalha, já vai ter valido a pena”, explica Pepe. 

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