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Halterofilismo feminino brasileiro brigará por medalha inédita nos Jogos de Tóquio

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Equipe será representada por Lara Lima, Mariana D’Andrea e Tayana Medeiros

Os Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020 são um marco para o halterofilismo paralímpico. Pela primeira vez, a modalidade terá igualdade de gênero, com 90 atletas cada. O Brasil será representado por sete atletas, sendo três mulheres. 

Lara Lima (categoria até 41kg), Mariana D’Andrea (até 73kg) e Tayana Medeiros (até 86kg) conquistaram a vaga paralímpica com base no ranking mundial, feito inédito para o Brasil. As atletas recebem o apoio financeiro do Bolsa Pódio da Secretaria Especial do Esporte do Ministério da Cidadania.

As primeiras disputas da modalidade serão no dia 26 de agosto. O Brasil terá dois representantes: Lara Lima, de 18 anos (até 41kg) e o paulista Bruno Carra (até 54kg). No dia 29, Mariana, líder no ranking mundial, vai buscar a medalha paralímpica inédita para o feminino. O baiano Evânio Rodrigues (até 88kg), prata nos Jogos Rio 2016, também competirá. No dia 30 será a vez da carioca Tayana Medeiros (até 86kg). 

De acordo com o técnico da Seleção Brasileira, Valdeci Lopes, o halterofilismo é um esporte tido como masculino e que ainda causa certa preocupação estética para as mulheres. “Principalmente, elas falam que não querem ficar musculosas, com braço e ombro grandes quando começam a praticar o halterofilismo. Mas depois que os braços ficam fortes e elas ganham destaque esportivo nacional, internacional, isso fica de lado”. 

Por ser um esporte de força, as variações hormonais das mulheres precisam ser observadas de perto. “Os hormônios influenciam, mas cada atleta tem um jeito, uma reação diferente a essas variações. A gente precisa conhecer a atleta, observar e ajustar o treino de acordo com o período em que ela está”, conclui Valdeci. 

Todos os atletas do halterofilismo convocados para os Jogos de Tóquio são oriundos de Centros de Referência, projeto idealizado pelo CPB que tem como objetivo levar a iniciação esportiva e o alto rendimento às cidades brasileiras de diversos estados para promover ações e parcerias de desenvolvimento do esporte paralímpico nacional. 

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