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Quem são os profissionais que dão suporte à missão brasileira nos Jogos Paralímpicos de Tóquio?

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Além dos 260 atletas convocados para representar o Brasil nos Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020, sendo 164 homens e 96 mulheres, o Brasil será representado por outros 174 profissionais atuantes em comissões técnica, médica e administrativa, totalizando 434 pessoas.

Dentre estes 174 profissionais, selecionamos cinco deles, de diferentes áreas para comentar um pouco sobre suas funções no evento, expectativas e o que significa representar o Brasil na maior competição do Movimento Paralímpico mundial.

Poliana Silva Santa Cruz (auxiliar de bocha)

Atuante na Associação Nacional de Desportos para Deficientes (Ande) desde 2011, Poliana Cruz participa dos seus primeiros Jogos Paralímpicos. Ela está no Japão como auxiliar da atleta Andreza Vitória, da bocha. “Meu papel é ajudá-la na movimentação da cadeira de rodas, de acordo com a sua estratégia de jogo, e entregar as bolas para que ela realize as jogadas. Também conversamos para definir o que será feito no confronto, a partir de uma análise sobre o adversário durante a partida”, disse a assistente, que, em Recife, sua cidade natal, atua como treinadora.

Na Rio-2016, Poliana esteve presente como voluntária na arena da bocha. Agora, como uma das integrantes da missão brasileira em Tóquio, disse ser extremamente grata pela oportunidade. “Quando tudo estava parando [por causa da pandemia] demos um jeito de mantermos os atletas na ativa. Neste momento, posso dizer que me sinto honrada por levar as cores do país, o amor, a gratidão e o acolhimento que o brasileiro tem. E isso, a gente vai levar para a quadra também”, concluiu.

Bruna Bardella de Revoredo Macedo Soares (psicóloga)

A psicóloga Bruna Soares está no Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) desde outubro de 2017. Antes de integrar a equipe do CPB, ela já atuava na área da psicologia esportiva, porém, o primeiro contato com o movimento paralímpico foi no próprio Comitê.

Sobre o sentimento de representar o Brasil nos Jogos, Bruna compartilhou uma experiência já vivida no Japão: “Fizemos uma dinâmica com atletas de duas modalidades, tênis de mesa e natação. Nesta atividade, trouxemos o significado da bandeira brasileira e do uniforme que vestimos. Propusemos esta reflexão a eles”, explicou. 

De acordo com a psicóloga, cada um dos participantes mostrou um tipo diferente de sentimento. No entanto, destacou que, quando todos entenderam a representatividade de defender as cores do país, o pertencimento ficou ainda maior “Significa muito vestir a camisa do Brasil, pois é a representação de todos os brasileiros, de diversas formas”, pontuou. 

“Particularmente, para mim, é um motivo de orgulho. Tenho orgulho da nossa capacidade de adaptação e de aprender em momentos difíceis. Além disso, há uma responsabilidade grande e positiva de carregar o nome do país, representando milhões de pessoas, que passaram e não passaram pela minha vida. Em um evento como este, nós sabemos que não estamos sozinhos”, disse Bruna, que completou: “Também há um processo de transformação, não só como psicóloga, mas, também, como pessoa”.

Mauro Augusto Schreiter Melloni (fisioterapeuta)

Coordenador da fisioterapia no CPB, Mauro Melloni está no Comitê desde 2014. Esta é sua segunda experiência em Jogos Paralímpicos – também esteve nos Jogos Rio 2016, além de ter participado de três Mundiais de Atletismo e dois Jogos Parapan-Americanos. 

Segundo o fisioterapeuta, a adaptação ao cotidiano no Japão está bem tranquila (fuso horário, alimentação, clima, etc.). “Apesar das adversidades criadas pela pandemia, foi possível realizar um trabalho assertivo até aqui”, disse.

Para Mauro, estar em mais uma edição dos Jogos Paralímpicos representa a coroação de um trabalho longo que foi feito durante todo o ciclo – desta vez, estendido em mais um ano por causa da pandemia. “É a coroação de muito investimento,  muita dedicação, privação de sono, enfim… Mais do que isso, significa poder ver o resultado do trabalho e, por consequência, a satisfação que tanto buscamos. Esse é o momento de expectativa maior. O momento de colher os frutos. E isso é muito prazeroso e gratificante”, concluiu.

Gilson Daniel Del Santo (estatístico da seleção masculina de vôlei sentado)

Professor de Educação Física, Gilson Del Santo vai atuar junto à comissão técnica da seleção masculina de vôlei sentado, quarta colocada nos Jogos do Rio 2016, como estatístico, ou seja, o profissional responsável pelo registro das estatísticas de cada uma das partidas (números de aces, pontos de ataque, bloqueios, erros, etc.). 

Nos últimos Jogos Olímpicos, o professor trabalhou como estatístico do Comitê Olímpico Internacional (COI) no vôlei. Agora, pela primeira vez em uma edição dos Jogos Paralímpicos, Gilson afirmou que vive o ápice da sua carreira. “Todos os profissionais de Educação Física almejam estar em um evento tão importante como os Jogos Paralímpicos. É uma sensação inexplicável e um privilégio. Estar no Japão para representar o Brasil, com certeza, aumentará, ainda mais, meu comprometimento com o trabalho e os estudos. Afinal, quando voltar ao Brasil meus alunos terão a mim como uma referência”, destacou. 

Mariana da Malva Rangel (Supervisora de Missões e Projetos Especiais) 

Responsável pela logística da delegação brasileira e pelo contato com comitês organizadores de Jogos Paralímpicos, Parapan-Americanos e demais competições, Mariana Rangel está no CPB há oito anos. Nos últimos dois, ela tem se dedicado mais diretamente à supervisão de missões e projetos especiais. 

Além disso, Mari, como é carinhosamente conhecida, também atua em projetos relacionados aos patrocínios individuais de atletas. Esteve presente nos Jogos Parapan-Americanos (Toronto 2015 e Lima 2019), nos Jogos Paralímpicos (Rio 2016 e, agora, Tóquio 2020), nos Jogos Paralímpicos de Inverno (PyeongChang 2018).

Mesmo com toda esta experiência e vivência em competições de alto rendimento, Mari disse que continua empolgada a cada novo desafio no movimento paralímpico. “Amo esporte e fazer parte dessa operação toda. Também amo estar em um evento tão grandioso, como os Jogos Paralímpicos. São anos de dedicação, focando nos atletas e dando o suporte que eles precisam para brilhar. A recompensa é ver o sucesso de todos! Além disso, trabalhar no CPB é especial demais. Aqui tem pessoas incríveis, trabalho sério e uma causa importante”, ressaltou. 

Dentre todos os momentos fantásticos que viveu no Comitê Paralímpico Brasileiro, Mari destacou um: “Os Jogos do Rio. Todas as arenas lotadas! E, para mim, pessoalmente, as finais e o pódio do Daniel Dias foram muito especiais. A energia da arquibancada lotada no Centro Aquático, foi incrível. A final do Futebol de 5 também foi maravilhosa. Assisti na arena e ela estava tomada por torcedores vibrando muito”, recordou.

Considerando somente estes profissionais que dão o suporte à missão brasileira nos Jogos de Tóquio, sem contabilizar os atletas, a delegação é composta desta forma:

– Nutricionista (1)
– Médicos (11)
– Enfermeiros (4)
– Massoterapeutas (3)
– Fisioterapeutas (23)
– Psicólogos (3)
– Biomecânicos (1)
– Preparador físico (7)
– Analistas técnico/desempenho (4)
– Apoiadores (19)
– Treinadores (65)
– Coordenadores técnicos (18)
– Veterinários (2)
– Chefe de missão (1)
– Oficiais administrativos (9)
– Chefe de classificação (1)
– Groom (hipismo) (2)

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