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Parataekwondo é estreante e Brasil será representado por três atletas

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Uma das modalidades que estreiam na Paralimpíada em Tóquio (Japão) é o parataekwondo. O anúncio da entrada do esporte no programa do megaevento esportivo ocorreu em 2015.Parataekwondo é estreante e Brasil será representado por três atletas - Olimpia SportsParataekwondo é estreante e Brasil será representado por três atletas - Olimpia Sports

No parataekwondo, um atleta veste um colete azul e o outro um vermelho. A roupa possui sensores que medem a potência do chute assim que ela entra em contato com a meia do oponente. Os duelos têm três rounds de dois minutos, com um minuto de intervalo. O vencedor é aquele atleta que tiver mais pontos ao término do último round. Em caso de empate, outro round é disputado e o lutador que obtiver os dois primeiros pontos é considerado vencedor. Existe ainda uma possibilidade de a luta ser encerrada antes do terceiro round, o que ocorre se um dos atletas abrir uma vantagem de 20 pontos sobre o oponente.

Na modalidade adaptada a área de atuação da luta é igual à das disputas convencionais e mede 8 metros (m) por 8 m. As maiores diferenças entre a modalidade adaptada e o esporte convencional estão nos sistemas de pontuação e de faltas.

A contagem de pontos funciona da seguinte forma: falta cometida pelo adversário dá um ponto, chutes retos no colete rendem dois pontos, chutes giratórios em 180 graus no colete oferecem três pontos, chutes giratórios em 360 graus no colete valem quatro pontos, os socos são permitidos, mas não são pontuados. Chutes na altura da cabeça não são permitidos, e cada golpe desses traz uma punição e concede um ponto ao adversário. Dependendo da intensidade, inclusive, o atleta pode ser desclassificado.

No programa paralímpico estão incluídas apenas as classes K43 (lutadores com amputação bilateral do cotovelo até a articulação da mão, dismelia bilateral) e K44 (atletas com amputação unilateral do cotovelo até a articulação da mão, dismelia unilateral, monoplegia, hemiplegia leve e diferença de tamanho nos membros inferiores). Lutadores da classe K43 podem competir na classe K44.

A letra K significa luta e existem outras classes definidas pela letra P (poonse, que significa forma). A modalidade de poonse é disputada por atletas com deficiência visual na P10, deficiência intelectual na P20, deficiência física na P30 e baixa estatura na P70. A classe KP60 é para surdos. Os atletas também são divididos por peso. No naipe feminino são três categorias: até 49 kg, até 58 kg e acima de 58 kg. No masculino os atletas são divididos nas categorias até 61 kg, até 75 kg e acima de 75 kg. Nos Jogos da capital japonesa, as disputas acontecerão no Centro de Convenções Makuhari Messe entre os dias dois e quatro de setembro.

Estreias

A primeira luta de Nathan será realizada no dia 2 de setembro, às 22h15 (horário de Brasília), enquanto Silvana estreará no dia seguinte (3), às 22h, e Débora entrará pela primeira vez no dojo japonês no dia 4, também às 22h. 

“Embora nossos três atletas tenham adversários muito difíceis na caminhada até o pódio, temos chances reais de três medalhas nestes Jogos. Os brasileiros estão extremamente preparados para o megaevento. Temos um trabalho incansável em relação ao estudo da modalidade e dos adversários. Elaboramos estratégias para termos o melhor rendimento no dojo”, avaliou Nascimento. 

Débora Menezes

Paulistana de 31 anos, Débora nasceu com má-formação abaixo do cotovelo direito. Bacharel em Educação Física, conheceu os esportes paralímpicos no fim da graduação. Ela competiu no lançamento de dardo até 2013, quando começou a praticar o parataekwondo por hobby. Em 2015, recebeu o convite para se dedicar ao alto rendimento. 

Foi prata nos Jogos Parapan-Americanos de Lima 2019 e ouro no Campeonato Mundial de Parataekwondo, em 2019, na Turquia.

Silvana Fernandes

Paraibana de São Bento, Silvana possui 22 anos. Ela tem má-formação congênita no braço direito e começou a praticar atletismo aos 15 anos. Em 2018, conheceu o parataekwondo e procurou locais para iniciar a modalidade. Sua primeira convocação para a seleção foi em junho de 2019. 

Conquistou a medalha de ouro no Pan-Americano da modalidade (Heredia, Costa Rica, em 2020) e também nos Jogos Parapan-Americanos de Lima 2019.

Nathan Torquato

Paulista de Praia Grande, Nathan tem 20 anos, completados no último mês de janeiro.  Nasceu com uma má-formação no braço esquerdo. Aos três anos, quando voltava da escola de bicicleta, acompanhado pela mãe, viu uma academia e insistiu para ela matriculá-lo. Treina no mesmo local até hoje. 

Ele conquistou a medalha de ouro no Pan-Americano da modalidade (Heredia, Costa Rica, em 2020) e, também, subiu ao lugar mais alto do pódio nos Jogos Parapan-Americanos de Lima 2019. 

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