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Cátia Oliveira conquista a única vitória em seis jogos de estreia brasileira no tênis de mesa

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Vice-campeã mundial passou pela finlandesa Aino Tapola. Luiz Manara teve atuação destacada, mas ficou no quase lá em jogo parelho contra chinês campeão paralímpico

A vice-campeã mundial Cátia Oliveira encerrou um jejum que já andava incômodo para os brasileiros do tênis de mesa nos Jogos Paralímpicos de Tóquio. Depois de cinco partidas com derrotas dos atletas nacionais na estreia, a paulista de Cerqueira Cesar superou a finlandesa Aino Tapola por 3 sets a 1 em partida válida pela chave de simples das classes 1 e 2. As parciais foram de 11/4, 7/11, 11/8 e 11/8. 

Antes dela, a única exceção tinha sido David Freitas, que passou sem jogar, com vitória por W.O sobre o sueco Alexander Oehgren. Outros cinco atletas nacionais foram superados pelos adversários em seus primeiros compromissos no Ginásio Metropolitano de Tóquio.

“Tem de ver um todo nesse cenário. Às vezes a gente sai com derrota, mas não está jogando sozinho, tem um rival qualificado do outro lado. Meus companheiros certamente tiveram boas estratégias, mas tem de lembrar que tem o outro lá. Mas, graças a Deus, saí hoje com uma vitória boa. Dei um sustinho na torcida no segundo set, mas deu tudo certo. Agora é descansar porque amanhã é pedreira”, afirmou Cátia Oliveira. 

A adversária a que ela se refere é a polonesa Dorota Buclaw, campeã europeia. A partida será nesta quarta-feira (25.08), a partir das 23h40, no horário de Brasília. “O mais importante foi vencer a ansiedade. Eu estava meio tensa no começo, com o braço travado. É o maior torneio do mundo e fazia mais de um ano que a gente não jogava campeonato por causa da pandemia”, reforçou Cátia. 

Já Jennyfer Parinos não teve vida fácil. A brasileira encarou a australiana Na Lei Li, bicampeã paralímpica, e perdeu por 3 sets a 0 (11/4, 11/8 e 11/4). Jennyfer ainda pega a coreana Kun-Hea e a polonesa Karolina Pek para reverter o quadro e seguir adiante na Classe 9.

“A partida se configurou desde o início que seria no detalhe. Mas, como é característica e cultura dos chineses, eles não cedem ponto de graça no fim das parciais”

Luiz Manara

Na mesma classe, num duelo de campeãs continentais, Danielle Rauen, vencedora do Parapan de Lima, em 2019, até começou bem, mas acabou tomando a virada da campeã europeia, a húngara Alexa Szvitacs: 3 a 1 (11/9, 6/11, 9/11 e 6/11). Danielle volta à mesa ainda nesta quarta em Tóquio, na sessão da noite (8h de Brasília), contra a turca Neslihan Kavas.

“Estamos em Jogos Paralímpicos. Na classe 9 estão aqui as oito melhores ranqueadas. A gente pode ganhar duas partidas e estar na zona de medalhas ou perder duas e ser eliminado. É tudo muito no detalhe”, afirmou o técnico Paulo Molitor. 

Na classe 3, para cadeirantes, Marliane dos Santos foi superada pela sul-coreana Jiyu Yoon, quarta nos Jogos Rio 2016, por 3 sets a 0 (11/2, 11/6 e 11/1). A brasileira ainda enfrenta a eslovaca Alena Kanova na quinta. Na classe 8, a goiana Lethicia Lacerda foi derrotada pela norueguesa Aida Dahlen por 3 sets a 0, em parciais de 11/6, 11/8 e 11/5.

Manara fez uma partida muito parelha contra o chinês Qun Ye Chao. Foto: Wander Roberto/ CPB
Manara fez uma partida muito parelha contra o chinês Qun Ye Chao. | Foto: Wander Roberto/ CPB

Manara no quase lá

Quem esteve muito próximo de uma vitória expressiva foi Luiz Manara. O paulista de Mogi-Mirim encarou o chinês Qun Ye Chao na Classe 8. O adversário tem no currículo o título paralímpico por equipes em Pequim 2008, a prata no individual no mesmo ano, além dos títulos mundiais de 2010 no individual e por equipes. Nos Jogos Rio 2016, foi quarto colocado.

Vencedor do Parapan de Lima, Manara estudou bastante o adversário com a comissão técnica e fez um jogo corajoso, agressivo, e em muitos instantes surpreendeu o rival. As quatro parciais foram definidas pela diferença mínima, mas no final prevaleceu a consistência do chinês nos momentos mais decisivos: 3 a 1 (11/9, 10/12, 13/15 e 10/12). Na segunda rodada, Manara enfrentará o sueco Linus Karlsson.

“Conseguimos mapear bem o que ele iria fazer. Acho que até mapeamos acima do nível. Algumas bolas que eu achei que fosse estranhar, consegui neutralizar bem. Por isso fica a sensação de que dava para ter ganho, mas em alguns momentos cometi erros, alonguei bolas, duas ou três num jogo ponto a ponto, mas faz a diferença”, avaliou Manara. “A partida se configurou desde o início que seria no detalhe. Mas, como é característica e cultura dos chineses, eles não cedem ponto de graça no fim das parciais. Vão mais para a segurança e têm esse feeling no final do set”, reconheceu.

Ao fim da primeira sessão, Paulo Molitor fez uma avaliação geral. “O Manara tinha um jogo duro pela frente, mas esteve muito bem. A Cátia fez uma boa partida. Claro, ansiosa, e vamos conversar um pouquinho para baixar um pouco isso. Marliane fez sua estreia e fez o possível. Lethicia também estava diante das melhores. Vamos conversar de noite para avaliar o que dá para ajustar, mas é importante lembrar mesmo que estamos entre os melhores do mundo”, disse o treinador. 

Classificação

Os atletas são divididos em 11 classes. De 1 a 5 para cadeirantes. Quanto menor o número da classe, maior o grau de restrição de mobilidade do atleta. O mesmo critério vale para as classes de 6 a 10, voltadas para “andantes”. A classe 11 contempla atletas com deficiência intelectual.

História

Até os Jogos de Pequim 2008, a única conquista brasileira havia sido a prata da dupla Welder Knaf e Luiz Algacir. No Rio 2016, contudo, a Seleção fez a melhor campanha de sua história, com quatro pódios. Israel Stroh foi prata no individual. Bruna Alexandre tornou-se a primeira mulher brasileira a subir ao pódio na modalidade, com a prata individual e depois com um bronze por equipes, ao lado de Jennyfer Parinos e Danielle Rauen. O Brasil ainda levou outro bronze por equipes, com Iranildo Espíndola, Guilherme Costa e Aloísio Lima.

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