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Final histórica do Brasileirão Feminino consolida evolução do futebol feminino no Brasil

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Com novidade nas transmissões, audiência recorde, mais acordos comerciais e aumento de nível técnico, Brasileirão Feminino Neoenergia atinge novo patamar em edição de 2021

A edição de 2021 do Brasileirão Feminino Neoenergia mal acabou, mas já é um marco na história do nosso futebol. O espetáculo proporcionado por Corinthians e Palmeiras nos dois jogos da final, que terminaram com o Alvinegro campeão, apenas coroou uma temporada de muitos avanços para o futebol feminino no Brasil.

Entre acordos comerciais, maior visibilidade, aumento do nível técnico, a modalidade deu mais um passo em seu processo de consolidação no cenário nacional. Como frisou a Coordenadora de Competições Femininas da CBF, Aline Pellegrino, a evolução precisa ser constante e cada momento como esse é importante para firmar o trabalho realizado.

“O futebol feminino brasileiro passa por momentos que a gente chama de divisores de águas. Vivi isso em 2004, com a medalha de prata (nos Jogos Olímpicos), vivi isso no Pan em 2007 e acho que hoje é um divisor de águas para a competição”, afirmou.

Houve muita coisa para se celebrar ao longo da temporada de 2021. Ainda há um longo caminho a se percorrer e o trabalho não para, mas a final do Brasileirão Feminino Neoenergia é um grande exemplo de que as coisas estão no rumo certo.

“Eu fico muito feliz, é a nossa principal competição, é o nosso carro-chefe. Ela está cumprindo um papel maravilhoso, com um término de três anos de Legado da Copa, que ajudou muito a impulsionar. A partir do ano que vem, totalmente consolidado, com a torcida voltando para os estádios, a competição ficará maior e melhor. É uma sensação de dever cumprido”, afirmou Aline.

Corinthians e Palmeiras na final do Brasileirão Feminino Neoenergia 2021 Créditos: Staff Images Woman/CBF

Todo mundo quer ver…


Se o jogo de ida da final já fora um sucesso de audiência, a volta coroou uma edição que quebrou recordes e velhos preconceitos sobre o público do futebol feminino. No duelo entre Corinthians e Palmeiras, a Bandeirantes chegou ao terceiro lugar da audiência na Grande São Paulo. Segundo os números do Kantar Ibope Media, a partida teve uma média de 5,2 pontos de audiência, com picos de 6,1 ao longo do jogo, o que representou a melhor noite de domingo da Band em 2021.

Esta ainda foi a melhor marca da emissora durante toda a competição, que acumulou mais de 4,1 milhões de espectadores ao longo das transmissões realizadas pela Band. Esses números mostram o que muita gente já sabia: o futebol feminino é capaz de gerar interesse dos torcedores e merece cada vez mais espaço. Para ser visto, ele só precisa ser exibido.

…e todo mundo quer transmitir!

Nunca o Brasileirão Feminino foi tão visto como em 2021. Ao todo, a competição esteve disponível em seis canais diferentes. A Band transmitiu partidas da competição desde o início, na sua tradicional faixa dos domingos à noite. Durante a primeira fase, o Desimpedidos transmitiu 15 partidas (uma por rodada) em seu canal no Youtube, com uma média de 309 mil visualizações por partida. Ao todo, os jogos do Brasileirão Feminino somaram mais de 4,6 milhões de visualizações no canal.

Além do Desimpedidos, o campeonato também foi transmitido pela ELEVEN Sports na primeira fase, o que garantiu que a competição tivesse, entre os diferentes veículos, 100% de jogos transmitidos na temporada. A partir das quartas de final, a ELEVEN saiu de cena e a competição ganhou as telas do Sportv, na rede paga. O canal atingiu, na final deste domingo, a liderança entre a TV fechada, com 1,5 ponto na Grande São Paulo.

Finais do Brasileirão Feminino tiveram quatro equipes de transmissão ao vivo Créditos: Rebeca Reis e Livia Villas Boas / Staff Images Woman / CBF

Nas fases finais, o Brasileirão Feminino também chegou às telas dos celulares através do Tik Tok. A rede social contou com transmissões nas contas oficiais do Brasileirão Feminino e do Desimpedidos, fortalecendo a presença digital da competição. Entre as duas páginas, a final de domingo atingiu mais de 355 mil espectadores no Tik Tok, superando a marca do jogo de ida (300 mil).

Vamos falar de nível técnico?

Se fora dos gramados o Brasileirão Feminino Neoenergia apresentou uma melhora muito grande na estrutura, dentro dele a evolução também pôde ser notada. Com cada vez mais clubes tradicionais do futebol masculino chegando, a competição ganhou uma gama variada de times de diferentes lugares. É o caso, por exemplo, da consolidação da dupla Gre-Nal como postulantes ao título, ou da campanha segura feita pelo Real Brasília em sua primeira participação.

Esse acréscimo no nível técnico culminou na grande final entre Palmeiras e Corinthians, com craques dos dois lados do campo, em equipes muito bem treinadas e coesas. O resultado foram os dois grandes jogos da final, com golaços e um verdadeiro espetáculo oferecido pelas duas equipes.

A Seleção também está aqui!

O aumento da competitividade resultou em um ambiente mais atrativo para jogadoras de alto nível. Não à toa, nos últimos anos o futebol brasileiro contou com o retorno de uma série de jogadoras de nível de Seleção Brasileira. Só o Palmeiras, por exemplo, pôde contar com jogadoras do nível de Maria Alves, Bia Zaneratto e Rafaelle. A partir da próxima temporada, o São Paulo terá o talento e a experiência de Formiga a seu favor.

Mas, acima do retorno de atletas de renome, o grande ganho da Seleção Brasileira é a revelação de novas jogadoras. Na última Data FIFA, por exemplo, a técnica Pia Sundhage pôde conhecer melhor a goleira Lorena (Grêmio), as laterais Bruninha (Santos), Katrine (Palmeiras) e Yasmim (Corinthians), a zagueira Lauren (São Paulo) e as meias Thaís e Ary Borges (ambas do Palmeiras). Ou seja, o processo de renovação da Seleção também passa pelo fortalecimento do Brasileirão.

Desde o início do Brasileirão Feminino, 20 atletas do futebol brasileiro foram convocadas pela técnica Pia Sundhage, o que representa mais da metade das jogadoras chamadas pela treinadora no período.

Brasileirão Feminino Neoenergia

Em junho deste ano, a CBF anunciou a Neoenergia como nova patrocinadora oficial do Brasileirão Feminino. Com o acordo, que contempla ainda as Seleções Brasileiras Femininas e vai até 2024, o campeonato passou a se chamar Brasileirão Feminino Neoenergia. Além de exibir a marca no nome da competição, a Neoenergia também passou a aparecer em placas de publicidade e nos backdrops do Brasileirão Feminino.

Novas parceiras e ativações inéditas

Além da Neoenergia, que dá nome ao campeonato, o Brasileirão Feminino apresentou novas marcas parceiras para a temporada de 2021. O grupo de parceiras, que já tinha Riachuelo e Guaraná Antártica, ganhou os reforços da Assaí Atacadista e da UNIASSELVI, totalizando cinco marcas no backdrop da competição. Juntas, elas ofereceram às atletas das duas equipes finalistas um kit de presentes exclusivos na véspera da decisão.

Durante o Brasileirão Feminino Neoenergia, a CBF fez uma parceria com a Staff Images Woman, agência fotográfica com um corpo profissional 100% feminino, que assumiu a cobertura dos jogos, com imagens editorias para uso da imprensa e dos parceiros comerciais. Com o reforço do fotógrafo da CBF, Lucas Figueiredo, na finalíssima, a entidade ofereceu mais de 500 fotos do clássico na Neo Química Arena. Entre as ações, houve até um ensaio especial com a taça, ainda no estádio da final, após o título conquistado pelo Corinthians.

Bia Zaneratto, Jogadora do Mês de maio do Brasileirão Feminino Neoenergia. Prêmio foi uma das novidades da temporada Créditos: Thais Magalhães/CBF
Bia Zaneratto, Jogadora do Mês de maio do Brasileirão Feminino Neoenergia. Prêmio foi uma das novidades da temporada
Créditos: Thais Magalhães/CBF

A Jogadora do Mês e a Craque da Partida

Ao longo da disputa do Brasileirão Feminino Neoenergia, o Guaraná Antártica ofereceu duas premiações individuais para os principais destaques do torneio. Como já acontecera na temporada passada, as melhores em campo nas partidas de mata-mata foram premiadas com o troféu Craque da Partida Guaraná Antártica.

A grande novidade ficou por conta da criação da premiação da Jogadora do Mês. Assim como acontece no Brasileirão Assaí, o troféu foi entregue pela CBF pela atleta de melhor desempenho em cada mês de competição, após votação entre jornalistas e especialistas.

Craque da Partida Guaraná Antártica na final, Adriana levou para casa um vale-compras da Riachuelo Créditos: Staff Images Woman/CBF
Craque da Partida Guaraná Antártica na final, Adriana levou para casa um vale-compras da Riachuelo
Créditos: Staff Images Woman/CBF

Fundo do Legado da Copa de 2014

Desde 2019, o Brasileirão Feminino conta com o fundamental aporte financeiro do Fundo de Legado da Copa de 2014. Os valores repassados pela FIFA foram muito importantes para elevar a competição de patamar e entregá-la em um nível muito maior do que a encontrou. Além do Feminino Neoenergia, o suporte da FIFA também custeou parte da organização do Feminino A-2 e do Brasileiro Feminino Sub-18.

Feminino A-3 e Supercopa: o futuro é hoje!

A roda da evolução do futebol feminino não pode parar e, por isso, a CBF trará duas competições novas a partir da próxima temporada. O calendário feminino de 2022 introduz a Supercopa do Brasil de Futebol Feminino e o Brasileirão Feminino A-3. O primeiro trata-se de um torneio de mata-mata, reunindo grandes equipes de diferentes estados do país. Já o segundo equivale à terceira divisão do Campeonato Brasileiro. O Feminino A-3 aumentará o número de equipes participantes nas competições nacionais, passando de 52 para 64, divididos entre as três séries. 

Ao todo, o futebol brasileiro contará com sete competições femininas em 2022 (quatro de profissionais e três de base). A medida tem como objetivo aumentar o calendário, oferecer mais datas e promover o desenvolvimento das atletas e dos clubes de futebol feminino no país.

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