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Brasil fecha os Jogos de Inverno com evolução em relação a 2018

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Edição de Pequim trouxe estreias em novas provas e em uma modalidade, aumento no número de largadas, maior participação feminina e resultados históricos

O objetivo do Time Brasil para os Jogos Olímpicos Pequim 2022 era claro: evoluir em relação à última participação. E isso foi confirmado, de acordo com avaliação do Comitê Olímpico do Braisl (COB), em diversos aspectos: em estreias, em número de provas e largadas e no desempenho final em várias modalidades. O último grande resultado veio na última prova. O quarteto do bobsled ficou entre os 20 melhores do mundo e conseguiu, depois de cinco participações em Jogos Olímpicos, disputar a final neste domingo, 20.02, dia da Cerimônia de Encerramento.

Em número de provas foram 12 contra sete em Pyeongchang 2018, na Coreia do Sul. Apesar do número de atletas menor, o Brasil disputou apenas uma prova a menos que em Sochi 2014. Em número de largadas, 14 foi um recorde. Em Pyeongchang foram sete e em Sochi, 13. Metade dessas 14 largadas foram de mulheres, algo inédito.

Outro ponto importante na campanha dos Jogos de Inverno foi a estreia na modalidade de skeleton e a presença de representantes brasileiros nas provas de esquiatlo e sprint por equipes do esqui estilo cross-country e de moguls no esqui estilo livre pela primeira vez.

Manex, que disputou o esquiatlo, se tornou o primeiro brasileiro a participar de quatro provas na mesma edição de Jogos Olímpicos de Inverno. Destaque para a participação no Sprint, em que foi o melhor sul-americano da prova e, com 171.68 pontos FIS, bateu recorde de pontos do Brasil na modalidade em Jogos Olímpicos (superando Jaqueline Mourão em 2010 na prova de Distance).

Ainda em termos de desempenho, outras estreantes brilharam. Com o 26º lugar, Sabrina Cass se tornou a melhor sul-americana da história na prova de moguls em Jogos Olímpicos. Nicole Silveira foi ainda mais longe. Com o 13º lugar, é a melhor latino-americana da história no skeleton em Jogos Olímpicos. Em termos de posição final, este também foi o segundo melhor desempenho do Brasil em Jogos de Inverno (atrás apenas do 9º lugar de Isabel Clark no snowboard cross em Turim 2006) e o melhor da história do Brasil em esporte no gelo.

“Saímos com a sensação de dever cumprido. Realmente, é um investimento para o futuro. Os atletas de menos de 20 anos ainda não atingiram o ápice e vão estar melhor ainda em Milão-Cortina 2026. Fazer um atleta de alto nível é um trabalho de formiguinha e acredito que o COB e as Confederações de Gelo e Neve estão investindo da maneira certas nos atletas que merecem”, analisou Anders Pettersson, chefe da Missão Pequim 2022.

Mas não foram só as novatas que brilharam. Jaqueline Mourão chamou a atenção do mundo ao se tornar a atleta mais olímpica da história do Brasil, com oito participações em Jogos Olímpicos, superando nomes como Formiga, Robert Scheidt e Rodrigo Pessoa. Ela esteve em Atenas 2004, Pequim 2008 e Tóquio 2020 no ciclismo MTB e Turim 2006, Vancouver 2010, Sochi 2014 (nessa também disputou o biatlo), Pyeongchang 2018 e Pequim 2020 no esqui cross-country.

Saúde

Em relação à Covid, os dois atletas, Erick Vianna (bobsled) e Michel Macedo (esqui alpino), que testaram positivo na chegada, cumpriram todos os protocolos, o que exigiu grande esforço de toda a equipe para organizar transporte, acomodação e alimentação individuais para cada um deles, conseguiram sair do isolamento e competir. Mas mais importante que isso, estão voltando para casa saudáveis.

“A segurança contra a Covid dentro da bolha foi muito grande. E, por isso, conseguimos cumprir com os dois objetivos da área médica. Um é deixar o atleta com saúde, apto a competir. Mesmo com os percalços, tanto Erick quanto Michel disputaram provas em Pequim. Mas também garantir que vão retornar aos seus países com saúde, sem sintoma, e todos os membros estão voltando assim”, disse Felipe Hardt, chefe-médico da Missão Pequim 2022.

Pequim 2022 foi a nona participação brasileira em Jogos de Inverno, iniciada em Albertville 1992. Contando com essa edição, o Brasil teve 40 diferentes atletas nos Jogos Olímpicos de Inverno, sendo 13 mulheres, em nove modalidades: biatlo, bobsled, esqui alpino, esqui cross-country, esqui estilo livre, luge, patinação artística, skeleton e snowboard.

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