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Seleção Feminina Sub-20 fecha campanha com melhor ataque e defesa do Sul-Americano

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Equipe brasileira somou sete vitórias, 22 gols marcados e nenhum sofrido. Técnico Jonas Urias celebrou conquista e exaltou unidade do grupo.

Uma campanha irretocável! Foi assim que o Brasil fechou a participação no Sul-Americano Feminino Sub-20. Na noite deste domingo, 24, a equipe comanda pelo técnico Jonas Urias somou a sua sétima vitória, ao vencer a Venezuela por 1 a 0. A conquista veio de forma invicta, com 22 gols marcados e nenhum sofrido, fatos que renderam ao país o melhor ataque e defesa da competição.

Quando se fala em gols, o Brasil mostrou coletividade. Das vinte atletas de linha, 12 marcaram nos sete jogos do Brasil. A zagueira Tarciane fechou a competição como artilheira da seleção ao anotar quatro gols, seguida das atacantes Analuyza e Giovaninha, com 3, Gi Fernandes, Cris e Yaya, com 2, Iza, Luany, Bruninha, Bia, Mileninha e Pati com 1 gol cada. Com a medalha de ouro no peito, o técnico Jonas Urias celebrou mais uma vez o feito de suas comandadas. 

“É uma sensação incrível, esse título representa muita gente, quem não pôde terminar o seu ciclo e quem fez esse acontecer. Colocar essa medalha no peito é muito especial, dedico esse título as jogadora. Elas dão sentido pra tudo que a gente faz”, exaltou Jonas. 

Modelo de jogo:

Jonas credita o sucesso na competição a união do grupo, que começa na análise dos adversários até a elaboração de estratégias de jogo. Desde que assumiu a equipe, o técnico e sua comissão técnica implantaram um modelo coletivo de estudo tático. 

De forma conjunta, comissão técnica e atletas montaram um modelo de jogo do estilo da Seleção Feminina Sub-20 jogar. Ou seja, as jogadoras passaram a ter lugar de fala na construção tática da equipe, como explica o analista de desempenho, Cristian Lisana. 

“A intenção desse modelo de análise que utilizamos na competição foi trazer elas para participarem em todas as dimensões do trabalho, desde a construção de princípios de jogo até o processo de análise dos próprios treinamentos. Esse caminho foi muito interessante, porque elas foram aprimorando os conhecimentos dentro do jogo. Isso traz uma autonomia muito grande para que elas tomem as melhores decisões dentro de campo”, explica Cristian. 

Para as jogadoras a novidade permitiu que tivessem um entendimento maior do jogo. Mesmo que algumas atletas fosse substituídas ao longo da partida, as suplentes entravam em campo com o entendido do que precisavam fazer em campo. 

“Foi muito importante porque a gente ficou mais perto daquilo que fazemos dentro de campo. Fica mais claro o que a gente tem que fazer no individual e também no coletivo. Aprendemos muito e levamos isso pra dentro de campo”, destaca a zagueira Patrícia.

“Começamos isso desde a primeira convocação e facilitou muito o nosso trabalho dentro de campo. Cada uma sabia o que estava fazendo e sabia o que fazer quando entrasse em campo. Facilitou muito também a nossa ideia de jogo”, conta Gio Fernandes, meio-campo da Seleção. 

O resultado foi visto em campo. Em todos os sete jogos, o Brasil balançou as redes dos adversários e, apesar das investidas das equipes, soube se defender.

A conquista do nono título sul-americano reforça a hegemonia brasileira na categoria. Somente a Canarinho detém o título de campeão da competição, soma-se a essa trajetória o fato da Seleção nunca ter perdido se quer um jogo no torneio. Em nove edições, o país soma 46 vitórias e 5 empates. 

Confira a trajetória do Brasil no Sul-Americano Feminino Sub-20 2022:

1ª Fase:

Brasil 2 x 0 Uruguai
Brasil 4 x 0 Equador
Brasil 10 x 0 Bolívia 
Brasil 1 x 0 Paraguai

Quadrangular Final:

Brasil 3 x 0 Colômbia
Brasil 1 x 0 Uruguai
Brasil 1 x 0 Venezuela 

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