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Opinião: O passado recomenda

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Aos sete minutos do primeiro tempo, o camisa 6 arranca em velocidade para receber um lançamento. Ele tenta dominar a bola quando dois adversários chegam ao mesmo tempo e fazem a alavanca. A jogada por baixo é dura, suficiente para derrubar o jovem lateral, que cai. Com a naturalidade de um veterano, o menino se levanta para dar sequência ao ataque do time. O placar é zero a zero e o mandante precisa vencer por dois gols de diferença para seguir na competição. Da arquibancada, vê-se 32 mil vozes empurrando e acreditando. É duelo eletrizante – clássico do atual campeão brasileiro contra o da Copa do Brasil.

Há 25 anos, quando Roger recebe de Mauro Galvão e sofre falta dupla de Cleisson e do lateral Vitor – tetracampeão da Libertadores –, mal sabia ele que um dia estaria na casamata tricolor para mais um confronto entre Grêmio e Cruzeiro. Naquela noite de junho de 1997, os gaúchos venceriam por 2 a 1 com gols de Zé Alcino e Mauro Galvão. Porém, naquelas quartas de final, os mineiros se classificariam pelo saldo de gols, já que venceram o jogo de ida por 2 a 0.

A partida das 16h desse domingo, no estádio Independência, pouco lembra aquele jogaço do Estádio Olímpico. Cruzeiro e Grêmio vivem dias de luta. O primeiro vislumbra o retorno à elite do futebol brasileiro através de uma nova cara para o clube – e de um novo conceito também –, com Ronaldo Nazário, seu novo dono. Já o segundo, tenta se recuperar de uma gestão desastrosa que teve como elementos basilares contratos questionáveis e elevado índice de contratações que não deram certo. 

Tricolores e cruzeirenses estão no G4 com mesma campanha: três vitórias, um empate e uma derrota. A vantagem é gaúcha no saldo de gols; são quatro contra apenas dois da Raposa. Primeira disputa pela série B entre os dois carrega a dúvida do quanto poderão render em campo, uma vez que ambos buscam afirmação e padrão de jogo para solidificar a ideia de retorno à série A – ambição do Vasco da Gama também, que compõe a tríade das camisas mais pesadas dessa edição. Jogo grande porque o passado lhes recomenda.

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