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Maria Carolina Santiago conquista duas medalhas no primeiro dia do Mundial de Natação Paralímpica

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Brasil já tem 13 medalhas, mas a competição vai até o dia 18 de junho

Os atletas da delegação brasileira que disputam o Mundial de natação paralímpica conquistaram treze medalhas nos dois primeiros dias de competição. O evento segue até o dia 18, na Ilha da Madeira, em Portugal. O Brasil conta com 29 representantes, todos eles integrantes do Bolsa Atleta, programa de patrocínio direto do Governo Federal. O torneio reúne mais de 600 participantes de 59 países.

A pernambucana Maria Carolina Santiago, da classe S12, e o paulista Gabriel Bandeira (S14) foram os responsáveis pelos títulos na abertura do Mundial. Carol foi a melhor nos 100m borboleta e Bandeira triunfou nos 200m livre.

Carol ainda voltou ao pódio na sessão da tarde, nos 100m costas, para receber a prata. Phelipe Rodrigues também deu uma prata ao Brasil, nos 50m livre da classe S10. Nesta mesma prova, vieram as outras duas pratas ao país, ambos da classe S5: com a potiguar Joana Neves e com o paulistano Samuel Oliveira. O bronze foi da mineira Patrícia Santos nos 50m peito (SB3).

Após este primeiro dia, o Brasil ocupa a quarta posição no quadro de medalhas, com dois ouros, quatro pratas e um bronze. A liderança é da Itália, com 13 medalhas (seis ouros). A Grã-Bretanha está em segundo, com sete medalhas (cinco ouros), seguida dos Estados Unidos, com seis medalhas (três ouros). No segundo dia de Mundial, o Brasil terá 15 atletas na piscina.

O primeiro ouro brasileiro também foi o primeiro de toda a competição. Carol Santiago, que conquistou cinco medalhas nos Jogos Paralímpicos de Tóquio, cravou 1min07s para ser campeã, apenas 17 centésimos à frente da italiana Alessia Berra, que ficou com a prata. A espanhola Maria Delgado Nadal terminou com o bronze (1min09s00). Uma outra brasileira, Lucilene Sousa, foi a quarta colocada com 1min10s93.

“Foi emocionante, para mim seria importante vir e fazer meus melhores tempos. Meu técnico [Leonardo Tomasello] disse: ‘Deixe tudo na piscina, não saia de lá achando que poderia fazer algo diferente’. Eu foquei em todos os momentos e deu certo”, comentou Carol, 36 anos, que tem a síndrome de Morning Glory, alteração congênita na retina que reduz o campo de visão.

Gabriel Bandeira ficou muito próximo do recorde mundial dos 200m livre da classe S14. Foto: Ale Cabral/ CPB
Gabriel Bandeira ficou muito próximo do recorde mundial dos 200m livre da classe S14. Foto: Ale Cabral/ CPB

Quase recorde

O segundo ouro veio com Gabriel Bandeira, da classe S14, para atletas com deficiência intelectual. Ele nadou para 1min52s42, novo recorde da competição e a dois centésimos da melhor marca do mundo nesta classe.

“Está muito bom isso, estrear com ouro. Faltou puxar um pouco no final, estava treinando para isso, para bater o recorde mundial. Abri os primeiros 100 metros tranquilo, nos 150 metros comecei a atacar e tomei distância do resto do povo”, explicou o nadador, que competia na natação convencional desde os 11 anos de idade. Após algumas dificuldades de evolução nos treinamentos, foi submetido a testes e foi constatada uma deficiência intelectual e baixo QI. A prata foi do canadense Nicholas Bennett (1min54s51) e o bronze ficou com o australiano Benjamin Hance (1min56s14).

Samuel Olivera, 16, o Samuka, conquistou a primeira prata para o Brasil na Ilha da Madeira. E veio de forma eletrizante. Nos 50m livre da classe S5, ele dominou a prova até o último metro, quando foi superado na batida de mão pelo italiano Francesco Bocciardo. O paulistano bateu em 33s38, enquanto Bocciardo fez a marca de 33s11.

Esta foi apenas a primeira apresentação de Samuka em um Mundial. “Primeira medalha de muitas, espero, fiz o mesmo tempo da eliminatória. Nada vai me desanimar. Entrou água no meu óculos na hora da largada e preferi fazer a chegada tocando o ombro, eu sempre treino a chegada com o ombro, mas vou treinar mais com a cabeça”, disse o atleta, que foi submetido a amputação nos dois braços, na altura do ombro, aos nove anos. Ele levou uma descarga elétrica de 13 mil volts após tentar tirar uma pipa do alto de uma árvore com um barra de ferro.

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