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Brasil tem campanha 100% no Grand Prix Internacional de Boxe

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Competição realizada na área interna do velódromo do Parque Olímpico da Barra reuniu atletas de México, Argentina, Equador, Panamá, Colômbia e Paraguai

A equipe olímpica de boxe do Brasil não deu brecha para os adversários e conquistou o cinturão em todas as categorias com representantes nacionais na primeira edição do Grand Prix Internacional de Boxe. O evento foi disputado numa estrutura montada no vão interno do velódromo do Parque Olímpico da Barra, no Rio de Janeiro, e terminou na noite de domingo, 17.

Foram três dias em que houve mais de 60 lutas entre atletas de Brasil, México, Argentina, Equador, Panamá, Colômbia e Paraguai. A competição marcou a entrada do Brasil no circuito internacional de eventos do boxe olímpico.

Bia Ferreira, que tem no currículo um título mundial, um vice e uma medalha de prata olímpica (conquistada nos Jogos de Tóquio, em 2021) foi um dos destaques da delegação. No último dia de competições, ela superou a argentina Viviana Pelavecino por decisão unânime dos árbitros e levou o cinturão na categoria -70kg.

Medalhista de bronze nos Jogos Olímpicos de Tóquio, Abner Teixeira superou o mexicano Javier Cruz em sua última luta em decisão unânime e ficou com o título na categoria +92kg. Campeão dos Jogos Olímpicos da Juventude em 2018 e vice-campeão mundial adulto em 2022, Keno Machado foi outro destaque da delegação ao superar o mexicano Carlos Rodrigues e ficar com o título na categoria até 92kg.

Antes do Grand Prix, que reuniu 52 atletas em 13 categorias de peso, a mesma estrutura no Velódromo recebeu o Campeonato Brasileiro de Boxe, que teve 173 atletas entre os dias 4 e 10 de julho. Os dois eventos foram garantidos por meio de um Termo de Fomento entre a Secretaria Especial do Esporte do Ministério da Cidadania e a Confederação Brasileira de Boxe.

O investimento de R$ 2,5 milhões supriu despesas com recursos humanos, hospedagem e alimentação (de atletas, comissão técnica e dirigentes), transporte de equipamentos, locação de tendas, execução e montagem de cenografia, serviços operacionais, infraestrutura elétrica e de tecnologia, além de uniformes e premiações. Como o acesso foi público e gratuito, a organização também precisou garantir brigadistas, segurança e limpeza.

Geração vitoriosa

Na história olímpica, a primeira conquista brasileira no boxe foi registrada nos Jogos de 1968, na Cidade do México. Lá, Servílio de Oliveira foi bronze na categoria -51kg. Depois disso, foram 44 anos de jejum, até a edição de 2012. Em Londres, o Brasil subiu três vezes ao pódio: com os irmãos Esquiva Falcão (prata na categoria -75kg) e Yamaguchi Falcão (bronze na categoria -81kg), e com a primeira medalha feminina, de Adriana Araújo, bronze na categoria -61kg.

Em casa, nos Jogos Rio 2016, veio o primeiro ouro da história olímpica do Brasil no boxe, nos punhos de Robson Conceição, campeão na categoria -60kg. Já no Japão, o país seguiu o ciclo de grandes participações. O país foi campeão olímpico com Hebert Conceição (-75kg), vice-campeão com a campeã mundial Bia Ferreira (-60kg) e terceiro com Abner Ferreira (-91kg).

Vencedores por categoria

Feminino 

50kg
Caroline Almeida (BRA) 

54kg
Tatiana Chagas (BRA) 

57kg
Jucielen Romeu (BRA)

60kg
Beatriz Ferreira (BRA) 

66kg
Barbara Santos (BRA)

75kg
Flavia Figueiredo (BRA)

Masculino 

51kg
Ruan Jesus (BRA) 

57kg
Douglas Andrade (BRA) 

63,5kg
Yuri Reis (BRA) 

71kg
Wanderson de Oliveira (BRA) 

80kg
Wanderley Pereira (BRA)

92kg
Keno Machado (BRA) 

+92kg
Abner Teixeira (BRA)

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